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Velho Ateu
“Compositor, violonista e arranjador, o ‘grande’ Gudin dispensa comentários. Mestre de composição popular no curso da ULM, do qual participo como professor, meu amigo Gudin tem me presenteado com belíssimas canções, sambas, choros e valsas, onde pude exercitar meu talento de letrista.

... Posso contar um caso que pode ilustrar isso:
Estávamos em 1978 (eu tinha 26 anos e ele 28), o Gudin me mostrou um belo samba pra por letra, mas que ele já havia feito um refrão que era assim:
‘Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava’
‘Se eu fosse Deus daria aos que não tem nada’
Então me disse: olha fiz esse refrão aqui, acho que tem impacto, vê o que você acha, pra continuar letra...Pensei..Pensei...não! tem que ser um outro ‘cara’ cantando isso e aí dei voz ao ‘Velho Ateu’...”

Eduardo Gudin por Roberto Riberti

Leia mais no site oficial de Roberto Riberti

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Um velho ateu
Um bêbado cantor, poeta
Na madrugada cantava essa canção-seresta

Se eu fosse deus
A vida bem que melhorava
Se eu fosse deus
Daria aos que não têm nada

E toda janela fechava
Pros versos que aquele poeta cantava
Talvez por medo das palavras
De um velho de mãos desarmadas



Eduardo Gudin (São Paulo, 1950) é um compositor muito particular. Trabalha simultaneamente tanto com expedientes composicionais mais espontâneos, comuns aos artistas populares intuitivos, quanto com determinadas soluções de quem domina o fazer consciente da composição musical. O resultado é um samba articulado nos moldes cariocas, mas com determinados achados harmônicos e melódicos diferenciados.

Gudin é o grande representante de uma vertente do samba paulista que dialogou com vários segmentos da MPB, quais sejam, a bossa nova e a vanguarda paulistana. Utilizando um suporte harmônico mais complexo, Gudin ampliou o universo do samba paulista.



Riberti (Roberto Riberti) é cantor, compositor, instrumentista e produtor brasileiro (paulistano do Brás), com dupla cidadania por parte de seu avô materno, que veio da Itália aos 3 anos de idade.

Compõe letra e música desde os 14 anos de idade. Suas canções se expressam em diversos gêneros da música brasileira atual e tradicional: como sambas, bossa-nova, baiões, baladas, rocks, valsas, etc.

Como letrista tem significativas parcerias com Eduardo Gudin, Arrigo Barnabé, Paulinho Nogueira, Nelson Cavaquinho, Paulo César Pinheiro, Elton Medeiros, Maurício Tapajós, Dino Vicente, Laura Finochiaro, entre outros.

Leia mais no site oficial de Roberto Riberti